terça-feira, 18 de novembro de 2008

O TEMA


Chegou e disse olá como se entre as pernas não ardesse o fogo de seu desejo por ela. Começou falando coisas fúteis, rindo como uma prostituta protegida e fumando desesperadamente. Por mais que tentasse, nada poderia esconder seu desejo evidente.

Cruzava e descruzava as pernas para exibir toda sua sensualidade. Sua cerveja tinha sabor indefinido, os olhares hipnóticos não deixavam dúvidas de como se queriam.

A sintonia da imaginação fez com que todos naquele bar desaparecessem. As duas se viram de pé, cada uma de um lado da mesa, se beijando. Os braços pareciam maiores que de costume, as mãos mais leves ao toque, o pescoço mais sensível à temperatura da língua, ao arrepio.

O desejo frenético e louco a fez lançar-se sobre a mesa jogando alguns copos e garrafas ao chão. As mesmas mãos que seguravam os cabelos tateavam o prazer pelos lábios, pés, seios e coxas. As pernas entrelaçadas aumentavam ainda mais sua excitação, o suor escorria pelas costas, os dentes cravados na carne provocavam arrepios, sensações lúdicas, desejos sujos. A música se confundia com o barulho dos copos rolando pelo chão, palavras perversas borbulhavam ao ouvido, um gemido.

Um gemido seco, alto, ardente.

Você concorda? Alguém perguntou (...)

O olhar se dispersou e elas voltaram a si. Mas dessa vez não existiam jogos, o sabor da cerveja se definiu, os assuntos tornaram-se interessantes e estava claro que a bebedeira não acabaria com um brinde, sorrisos amarelos e um abraço de boa noite.



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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Então, falemos sempre!


Sinceramente, a coisa que mais me impressiona no sexo é capacidade que as pessoas (algumas, claro!) têm de rasgar o verbo.

Sim! É óbvio que o referido ato libera substâncias químicas em nosso corpo (blá,blá,blá), e que, por causa disso as reações produzidas são as mais diversas. De putaria às mais belas palavras deste nosso extenso vocabulário, o que sai da nossa boca é sempre, ao menos para mim, surpreendente.

Não vou colocar exemplos aqui, não me atreveria a tanto. O que quero discutir é a falta que elas fazem na tal da hora H! Como pode o silêncio se tornar tão tenebroso? Ah! E antes que vocês me questionem, não é somente o silêncio oral (...) e sim, a falta de comunicação no contexto. Olhares dizem muito! E quando nem olhos estão ali?

Imaginem o quão triste isso deve ser! Onde começa e onde termina a necessidade da verbalização (seja ela, oral ou visual)? Será que existe sexo, trepada, noitada, enfim, que seja tão boa sem aquele sussurro ao pé do ouvido, aquele estímulo a mais?

Ai! Que viagem, não é? Mas isso é sério!

Será que ficou realmente tão banal? Será que nem para aquela rapidinha com uma pessoa que você nunca viu é só chegar, fazer e gozar e acabou? Ou será que estarei eu ficando velho demais? Será? :’-(

Muitas perguntas, poucas respostas, eu percebi! Mas como eu propus: O negócio falar!

Ah! Se preferir, podemos conversar a sós (ou em grupo), discutir com mais propriedade essa questão, ir um pouco mais fundo (huuum!), num lugar mais tranqüilo...

Me liga!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Carnaval de sentidos

"Sexo é imaginação
Fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia..."

Não há a
ssunto que cause mais euforia, e excitação em todos os sentidos do que "sexo". Na mesa do bar, na roda de amigos ou não, quando evocado, um turbilhão de palavras e sentimentos são exaltados para exemplificar nossas esperiências mais avassaladoras ou até mesmo as mais frustantes. Mas a verdade é que melhor do que falar é dar existência e forma a este ato sublime ou infame.
O sexo qu
e pode ou não estar ligado ao amor carrega em si desejo, vontade, excitação. E cada um sabe bem onde o toque "soa melhor"... desde as mãos insanada e urgentes, quanto as bocas que se buscam, se unem, se molham, o suor que funde os corpos na busca do prazer maior. É quando tudo é permitido e limites são apenas ditados pela pausa para o fôlego retomado. Palavras indecentes ao pé do ouvido, o mesmo ritmo, o mesmo tom, susurros que não pedem tradução.
Não escolhe lugar, posição ou momento... é tão incontrolável quanto os mais sensuais gemidos de prazer. Deixa marcas, espande sentidos, revigora a alma, provoca sorrisos infindáveis.
Sexo, transa ou uma boa trepada... oh baby, enlouqueça-me com a sua loucura, rasgue minhas roupas, arranhe minhas costas, beije minha nuca... porque "sexo é uma selva de epiléticos".

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Ah o começo...



Sim! Piegas, porém necessário. Sempre há um post para falarmos sobre os porquês da criação de um blog.

Bem... Eis que abro meu e-mail hoje e vejo um convite de uma idéia que há tempos coçava os nossos cérebros, mas que nunca era posta em prática. Mas finalmente vai sair.

Tomei a liberdade para escrever esse texto, para "inaugurar" o blog, sem consultá-las. Talvez um incentivo a mais para darmos vazão à essa idéia.

Espero que elas não se importem.

Somos três, por enquanto ou para sempre. Não nos encontramos ainda, nem temos uma idéia pré-definida para o que vai sair daqui. Paciência! Isso demanda tempo, pede um lugar confortável (lê-se qualquer buteco) e muitas, muitas cervejas. Tamanha a nossa precariedade que o nome do blog se reduz a uma carinha :)!!! Tenham certeza de que teremos criatividade suficiente para mudarmos isso.

Vida longa ao que está por vir.